Igualdade de género, também é uma preocupação em auditoria

Miguel Nolasco Palma DFK Portugal

Miguel Nolasco Palma | Junior Partner 

DFK Portugal

 

Lisboa, 27 de março de 2019

Igualdade de género, também é uma preocupação em auditoria.

Nos últimos tempos muito se tem falado na comunicação social sobre a igualdade de género no meio profissional e, como é obvio, este tema também se aplica à profissão de auditoria. Para discussão deste tema, no exercício de 2018, a Ordem dos Revisores Oficias de Contas constituiu uma comissão designada, Comissão Família e Profissão, a qual tem como finalidade estudar temas que tenham impacto na vida profissional e pessoal, onde a igualdade de género é um tema crucial. A DFK orgulha-se de pertencer a esta comissão, da qual faço parte.

No passado mês de fevereiro, a referida comissão realizou na Assembleia da República um seminário com o tema “Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e os próximos Desafios com a Igualdade de Oportunidades”. O seminário contou com os oradores Dra. Clotilde Palma, na qualidade de representante do Instituto do Direito Económico, Financeiro e Fiscal e ainda, com o Dr. Paulo Ribeiro, Partner da empresa de auditoria PWC. Para além dos oradores, na plateia estavam diversos Revisores Oficiais de Contas e ainda, algumas figuras da sociedade em geral com destaque para o Dr. Gentil Martins, famoso cirurgião pediátrico.

Não tendo o presente artigo o objetivo de apresentar o referido congresso, o mesmo não estaria completo sem uma breve introdução ao belíssimo conteúdo que os oradores proporcionaram a quem esteve presente. “Vive la différence” foi o tema da apresentação protagonizada pela Dra. Clotilde Palma, com um enquadramento jurídico dos direitos das mulheres, em particular, a Igualdade na Constituição da República Portuguesa antes e depois de 1976. Até essa data, os direitos da mulher eram limitados e restritos, sob uma enorme subjugação ao pai e ao marido. A título de exemplo, até essa data a mulher tinha de ter autorização do marido para exercer a atividade de comércio. Avançando no tempo, o Dr. Paulo Ribeiro efetuou uma apresentação de um estudo da PWC sobre “A Diversidade e Inclusão como ativo estratégico das organizações”, referindo e destacando a importância do papel das mulheres nas empresas e nos mercados de consumidores.

No passado dia 21 de março foi aprovado em Assembleia Geral, o relatório e contas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), no documento foi apresentada uma estatística sobre este tema. Segundo o relatório e contas conclui-se que do total de Revisores Oficiais de Contas inscritos na OROC em 2018, as mulheres ROC representam 30%.

A nível mundial, a rede DFK, presente em 92 países, divulgou recentemente que o número de Partners mulheres ascendiam a 277, o que representa 21% do total. A nível de staff de toda a rede mundial, foi divulgado que as mulheres que nela trabalham DFK ascendem a 5.006, representando 39% do staff, indicador com uma expressão muito significativa.

Por cá, no Grupo DFK Portugal, as mulheres Partners representam 25% do total. A nível de staff, o Grupo conta com uma quase paridade entre homens e mulheres, representada por 49% de mulheres, do total do seu staff.

O Grupo DFK Portugal orgulha-se destes números e acredita na visão estratégica de inclusão, diversidade e não discriminação nas organizações, visão esta também partilhada por toda a organização DFK Internacional. A DFK está empenhada em disponibilizar e defender sempre a igualdade de oportunidades entre géneros.

O futuro apresenta-se com grandes desafios no que respeita à igualdade de género. Na auditoria reconhecemos que há um caminho a percorrer, mas que já iniciou com sucesso e que segue com otimismo no sentido da promoção da Inclusão e da Igualdade na profissão. Como referiu o nosso Bastonário: “Este é um momento feliz para a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, que, embora sem alarde, se dedica, não tenho outro modo de me expressar, à proteção do bem público. […]. É apenas o cumprimento a nossa obrigação.”

 

Seminário – Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e os próximos Desafios com a Igualdade de Oportunidades